Tem coisas que a gente nunca se esquece, por felizes, trágicas, cômicas ou bizarras que tenham sido.
Há pouco mais de um ano, ouvi no noticiário do meio-dia dos suicídios que têm havido nas tribos indígenas do Mato Grosso do Sul: em apenas um mês, mais de 10 jovens haviam se suicidado. Um deles, que se enforcara pendurado num galho de árvore, escreveu no chão, abaixo dos seus pés: "Eu não tenho lugar".
Repensando hoje sobre isso, chamou-me a atenção o detalhe de que o jovem sabia escrever.
O medo faz parte da personalidade do ser humano. O organizar-se em sociedade também. Mas sentir-se ou saber-se parte de um grupo é muito mais do que estar no meio dele ou ter acesso à linguagem de que se utiliza.
É por isso que o homem tem medo de ficar só. Medo de "sobrar". Este medo, no caso do jovem índio, chegou a ser maior do que o medo de morrer.
E você, o que você faz com seus medos?
os montes, ah! os montes... / contam histórias tão distantes / de açaizeiros, igarapés, / dos tempos de antes, / lembranças, sussurros e saudades / aos montes. (Minas Gerais, rodovia Rio-Brasília, 20 de dezembro de 2005)
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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