quinta-feira, 12 de novembro de 2009

eu não tenho lugar

Tem coisas que a gente nunca se esquece, por felizes, trágicas, cômicas ou bizarras que tenham sido.

Há pouco mais de um ano, ouvi no noticiário do meio-dia dos suicídios que têm havido nas tribos indígenas do Mato Grosso do Sul: em apenas um mês, mais de 10 jovens haviam se suicidado. Um deles, que se enforcara pendurado num galho de árvore, escreveu no chão, abaixo dos seus pés: "Eu não tenho lugar".
 
Repensando hoje sobre isso, chamou-me a atenção o detalhe de que o jovem sabia escrever.

O medo faz parte da personalidade do ser humano. O organizar-se em sociedade também. Mas sentir-se ou saber-se parte de um grupo é muito mais do que estar no meio dele ou ter acesso à linguagem de que se utiliza.

É por isso que o homem tem medo de ficar só. Medo de "sobrar". Este medo, no caso do jovem índio, chegou a ser maior do que o medo de morrer.

E você, o que você faz com seus medos?

2 comentários:

Lília Dias Marianno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Iara disse...

Tanta coisa que a gente faz pra ser aceito... Acho que uma das coisas que preciso aprender é a encarar de frente os meus medos.

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