André Coelho
enquanto pessoas morrem, mortas,
pára e pensa em quantas portas
deixaste de abrir.
em meio a tanto sangue,
vê que o teu já se mistura
a essa massa impura.
tua faca, sem fio;
tua luz, apagada;
teu, sal, estragado;
teu brilho, sombrio.
pois quê? se disseste "não",
foi opção tua:
espírito vazio,
carne crua...
boa sorte!
Estácio, Rio de Janeiro
16 de julho de 2006
os montes, ah! os montes... / contam histórias tão distantes / de açaizeiros, igarapés, / dos tempos de antes, / lembranças, sussurros e saudades / aos montes. (Minas Gerais, rodovia Rio-Brasília, 20 de dezembro de 2005)
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