domingo, 25 de novembro de 2007

os perigos desta vida

André Coelho

(em memória ao Daniel Moutinho)
(e dedicado à tia Lucinha Chaves)


sim, são demais..
velho poeta de morais!

trocaria de lugar com os que foram
(eu não tenho problema com isso),
na hora que for, vou.

faria tão menos falta que eles.

mas não são assim as regras do jogo.
ontem foram eles. que foram.
amanhã seremos nós.
um, depois o outro.

e a vida vai prosseguir, normal e tranquila,
como todo poema triste
que se faz belo.
e uma hora acaba.


25 de Novembro de 2007
Rio de Janeiro - RJ

3 comentários:

Osmar Soares disse...

Mas André, "tudo começa de novo quando se acaba", como diz a Cecília. Por ele se ir, começa a tua ida também, e a minha, e a de todos. E a dor é toda nossa. Força!

Tia Lucinha disse...

André, obrigada meu filho. É verdade que aqui não é a nossa morada mas, é o lugar carinhosamente preparado por Deus para construirmos laços q irão além. Também não tenho nenhum problema com a viagem, sei q é inevitável mas, recomendo o cuidar: cuidadar de si, cuidar dos outros. Não somos de nós mesmos, pertencemos a quem nos ama. E a tristeza da perda é tão grande q faz morrer um pedaço da gente qdo perdermos pessoas queridas. De pouco em pouco, com o passar do tempo estarão todos "dormindo profundamente", e o lado de lá termina por ficar mais interessante...
No entanto, a partida dos jovens parte (também) o coração, pois tudo o q parece prematuro é tão "cedo demais".
Parabenizo, portanto, or teus versos profundos mas discordo no valor q atribues ao teu valor (precioso!).
Fica com Deus, meu rico filho.
Um beijo papachibé pra ti.

Clarice disse...

André, lindo seu poema. Perder uma pessoa tão boa como o Daniel, de uma forma tão absurda, é realmente muito triste. Mas, concordo com a tia Lucinha, perder um grande amigo como você traria tristeza para muitos também!!! Um grande abraço, saudades...

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