os montes, ah! os montes... / contam histórias tão distantes / de açaizeiros, igarapés, / dos tempos de antes, / lembranças, sussurros e saudades / aos montes. (Minas Gerais, rodovia Rio-Brasília, 20 de dezembro de 2005)
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domingo, 8 de abril de 2012
A Escuridão me Basta
Thomas Merton (1915-1968)
Senhor, é quase meia-noite e estou te esperando na escuridão e no grande silêncio.
Lamento todos os meus pecados.
Não me deixe pedir mais do que ficar sentado na escuridão,
sem acender alguma luz por conta própria, nem me abarrotar com os próprios pensamentos
para preencher o vazio da noite na qual espero por ti.
Deixa-me virar nada para a luz pálida e fraca dos sentidos,
a fim de permanecer na doce escuridão da fé pura.
Quanto ao mundo, deixa-me tornar-me para ele totalmente obscuro para sempre.
Que eu possa, deste modo, por esta escuridão, chegar enfim à tua claridade.
Que eu possa, depois de ter me tornado insignificante para o mundo,
estender-me em direção aos sentidos infinitos, contidos em tua paz e tua glória.
Tua claridade é minha escuridão.
Eu não conheço nada de ti e por mim mesmo nem posso imaginar como fazer para te conhecer.
Se eu te imaginar, estarei errado. Se te compreender, estarei enganado.
Se ficar consciente e certo que te conheço, serei louco.
A escuridão me basta.
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