Bem ali,
na Rua da Cadeia,
um alemão matou uma gorda senhora que tocava violão
na mesma calçada em que um indiozinho todos os dias vem vender seus cordões de contas coloridas.
Ninguém sabe,
ninguém viu.
Ninguém supõe.
Ninguém supõe.
Mas tenho impressão de que, neste lugar, as paredes falam.
Paraty, RJ
24 de abril de 2010