Adélia Prado
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
os montes, ah! os montes... / contam histórias tão distantes / de açaizeiros, igarapés, / dos tempos de antes, / lembranças, sussurros e saudades / aos montes. (Minas Gerais, rodovia Rio-Brasília, 20 de dezembro de 2005)
vida
espiritualidade
pensamentos
impressões
cristandade
Brasil
Rio
Belém
poesia
música
Incas
dor
jovem
mundo
cultura
amor
saudade
viagens
arte
in memorian
Ceumar
justiça
morte
natureza
Minas
Sampa
literatura
ministério
Macapá
Missão
Natal
Sarau da Comuna
cinema
criança
família
teologia
tragédia
vídeo
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens mais populares
-
André Coelho (à Flor que um dia me empoetou) A você, pequenina, que inventou minha poeteza, mando beijo, mando chuva, jasmineiro florido, a...
-
André Coelho Bem ali, na Rua da Cadeia, um alemão matou uma gorda senhora que tocava violão na mesma calçada em que um indiozinho todos...
-
André Coelho Deste meu rio de nuvens que me trazem do Rio de Janeiro, avisto agora uma bruta floresta, um rio monumental. Minha alma canta, ...
-
" Depois de medicada, retirou-se pro seu lar – aí a notícia carece de exatidão. O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou. [.....
-
Tem coisas que a gente nunca se esquece, por felizes, trágicas, cômicas ou bizarras que tenham sido. Há pouco mais de um ano, ouvi no notici...

Nenhum comentário:
Postar um comentário